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Jogando Paciência em Dia de Chuva
O jogo começou e esqueci as regras. Desde a infância tento absorvê-las sem saber o porquê. Agora de que mais necessito… sequer as recordo.
Atiro as cartas ao alto e a chuva a molhar a minha alma.
Desejos. Loucura. Imensidão.
Observo a queda, uma a uma, através do vidro da janela.
As recolho? Impossível. Não consigo sequer mover meus sentimentos, minha inércia.
Lágrimas do tempo. Sussurros do vento a empurrar uma a uma para longe de mim…
Quem me dera restasse ali, junto à grama, úmida e solitária, uma dama de um naipe qualquer.
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